Aula de Canto #3: E a mágica começa!

E finalmente chegamos à terceira aula. Como comentei anteriormente, eu estava meio ansiosa e com medo em relação ao que iria acontecer, afinal, eu nunca fiz aula de música antes e não sabia bem como a melhora substancial iria acontecer. Notem que falei “sabia”, porque agora tudo me parece mais claro.

Começamos com os aquecimentos corporais de sempre e passamos aos aquecimentos da voz, sempre um show de humor protagonizado e assistido por mim em frente ao espelho. Percebi que fico muito tensa já nessa parte pois não consigo acompanhar os aquecimentos da forma que a professora faz, então tendo a enrijecer os músculos e fazer movimentos estranhos e pesados com os membros superiores, o que está erradíssimo e a teacher tem pegado no meu pé pra que eu relaxe mais. Sim, eu consigo manter altos níveis de tensão até em momentos prazerosos. Depois passamos aos vocalizes, uma parte que eu adoro, e a professora me fez perceber algo que eu sempre considerei normal: o fato de eu “fabricar” uma voz pra cantar. Ela me fez perceber que eu não canto com a voz que uso pra falar, pelo contrário: minha voz falada pode ser bem mais grave que minha voz cantada (para notas altas). Até então eu achava isso normal e considerava que era devido ao fato de eu não conseguir alcançar notas altas em voz de peito, só em voz de cabeça. Inclusive, interessante que Josi ainda nem mencionou essas opções de vozes e se recusa a me dizer minha classificação vocal – até porque não dá pra saber ainda. Ela prefere manter as coisas naturais, sem muito nome, sem muita complicação, e tenho achado esse método ótimo.

E eis que a descoberta da professora se provou completamente verdade quando fomos ensaiar Who Knew. O começo dessa música, de fato, é bem mais grave, então dá pra cantar com minha voz “normal”, mas quando as notas altas chegam eu consigo ouvir até uma quebra entre minha voz e a voz que fabrico pra cantar. Isso me deixou bem ansiosa e preocupada, mas Josi comentou que basicamente 99% das pessoas fazem isso e pensam que é normal, o que me acalmou substancialmente. Ao chegar em casa, tentei cantar Who Knew com a voz mais normal que pude, mas ainda continuo deixando a voz mais “fininha” pra alcançar as notas mais altas. Bem, é um processo, né? E saber que erro o que todos erram não me autoriza a continuar errando, mas… me consola por saber que não acerto tudo.

Lendo esse relato, parece que essa terceira aula foi normal e simples. Mas não foi, pois nela eu finalmente tive aquele momento de epifania pelo qual estava tanto ansiando desde meu primeiro encontro com a professora: o momento em que percebo o quanto vou poder melhorar e crescer. Lógico, a esperança sempre foi essa, mas eu precisava perceber isso com meus próprios olhos, ouvidos e coração. Agora eu entendo melhor a lógica da coisa: apontamos os erros para encontrar soluções. Agora eu vejo que realmente é possível crescer para me tornar a cantora que quero ser. Agora eu vejo que consigo, e isso é maravilhoso.

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