Aula de Canto #4: Descobrindo propriedades terapêuticas

Desde semana passada que uma coisa estava me deixando mais ansiosa que o normal.

Sabem quando a professora disse que eu fabricava uma voz para cantar? Quando cheguei da aula na segunda passada fiquei na frente do espelho tentando cantar com minha voz não fake e, simplesmente… não consegui. Em vez disso, o que consegui foi 1) cantar num tom mais grave, ou 2) estourar minhas janelas cantando com minha voz falada. Some-se a isso o fato de que lembrei de alguns artistas que “fazem voz” pra cantar e comecei a me perguntar se isso era realmente tão ruim assim.

Dentro desse contexto, cheguei na aula ansiosa para despejar minhas dúvidas para a professora e… confesso que ainda não entendi muito bem como é essa coisa toda, especialmente porque, como eu falei para ela, eu nem sei como é essa voz “normal” que devo buscar. E eis que foi aí que ela me falou algo que fez a ficha cair em mim: eu preciso de paciência. Inconscientemente eu adquiri a expectativa de sair de cada aula incomparavelmente melhor do que entrei: se eu entrei Louro José, quero sair Kelly Clarkson, e em 50 minutos, de preferência. Hoje eu percebi que, assim como eu fazia quando comecei na terapia, eu entro na sala de canto esperando um milagre, não uma simples aula. Sinceramente, não estou exatamente surpresa porque, bem, eu conheço a peça impaciente e ansiosa que sou, e foi bom perceber isso logo para baixar o facho, já que estou cada vez mais entendendo que o progresso é lento e que alguma diferença visível só deve aparecer daqui a uns 6 meses ainda.

Isso poderia ser desestimulante (e é um pouco), mas a esperança de melhorar e a visão de quem eu quero ser no futuro me levam adiante. Além disso, a própria aula já é um momento de alegria para mim. Difícil não rir durante os aquecimentos (já notei uma melhora nisso, acho que estou com mais fôlego por causa da respiração diafragmática hihi!), adoro os vocalizes e a parte de cantar… ah, é por isso que eu tô lá, né? E a teacher tem me orientado bastante em relação a trejeitos enquanto canto, do tipo: reger com a mão esquerda, bater na perna com a direita e balançar a cabeça. AO MESMO TEMPO. E tudo involuntário, tudo no inconsciente querendo condicionar a voz aos movimentos. But not gonna happen, queridinhos! Pois Manusinia está determinada a não parecer mais uma louca surtada enquanto canta! Afinal, se fosse pra mexer o corpitcho eu estaria na academia, não numa aula de canto, não é mesmo?

Ao final, novamente saí pela rua com um sorriso nos lábios e outro na alma, percebendo as propriedades terapêuticas da aula de canto, já ansiosa pela próxima sessão e grata por poder ter esses momentos tão lindos na minha vida. Sério: se você tem a oportunidade, faça aulas de canto. É tão bom quanto dizem.

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