Aula de Canto #7: Continue a respirar, continue a respirar…

Hoje treinamos mais a respiração diafragmática, que realmente estava meio escanteada em aulas anteriores, e o resultado foi eu sentir como se tivesse feito 55094054 abdominais internas (?). Falta de prática? Talvez, mas a dor também estava relacionada a algo que não é surpresa pra vocês: tensão. Olhando no espelho é que dá pra perceber mesmo o quanto eu fico tensa e nem percebo: meu rosto produz expressões faciais involuntárias, os braços se apertam ao corpo, tudo fica mais rígido. É visível e seria mais engraçado se não fosse trágico, né? Vale dizer que hoje foi a primeira aula em que eu de fato tentei usar a respiração diafragmática nas cantorias de verdade, o que se mostrou cansativo mas… nem tanto. Notei que estou sentindo mais facilidade em fazer a respiração e utilizá-la no canto em si, e sem dúvida devo isso aos meus treinos informais durante o louvor lá na igreja. Praticamente já faço parte do ministério.

Utilizamos sabiamente o tempo e deu pra fazer bem um pouco de tudo: respiração, aquecimento, vocalizes… ainda na respiração treinei fazê-la com as letras S, Z, C e V (que produziu um som bizarrinho por causa do aparelho rs) e Josi frisou que devo continuar praticando em casa. Isso é algo no qual eu REALMENTE preciso me disciplinar e de fato fazer todos os dias, todos os dias, todos os dias, que nem ela fala. Assim, quem sabe eu não demore 87 anos pra respirar direito e não morrer de dor depois como se tivesse feito milhares de abdominais.

Nos vocalizes, fizemos a boca chiusa (AMO), RRRR, BRRRR e o mais polêmico: MA. Esse vocalize em MA denuncia minha péssima articulação das palavras e meu hábito de cantar pra dentro, já que em vez de sair “MÁÁÁÁÁ” sai algo do tipo “mããâaããa~~aaâââã~” *adicione uma voz fininha, baixinha e soprosinha a isso*. Foi então que Josi falou que a gente deve cantar como fala (lógico, adequando a voz às notas) e eu tive a brilhante ideia de falar um nome bem corriqueiro pra mim: Mateus. E quando eu (ou qualquer pessoa normal) falo “Mateus”, eu não falo “mããâaããa~~aaâââãteus”, e foi assim que o vocalize saiu melhor e eu fiquei super feliz por ter descoberto uma técnica ~milenar para conseguir fazê-lo! Aproveitei essa técnica na hora de cantar mesmo e recitei a letra de Who Knew para depois tentar cantá-la com minha voz normal e… não foi BOOOOM, mas já vi uma melhora! Vou tentar fazer isso em casa mais vezes e… nossa, como eu fico feliz com isso. Minha cabeça é extremamente metódica e saber que existe um método lógico para eu conseguir o que quero é um renovo de forças pra mim. Glória a Deus por isso!

PS1: Notei que Josi falou “Calma, isso é normal” diversas vezes durante a aula. Talvez por eu ter perguntado a ela se meu progresso não estava mais lento que o normal com a cara mais aflita do mundo. Just maybe.

PS2: Nesta aula também cantei Morada (porque eu disse que era mais fácil que Who Knew e Josi queria verificar) e tentei cantar Have Yourself a Merry Little Christmas (a versão da Kelly Clarkson) para mostrar que nessa música em específico eu conseguia alcançar uma nota alta com minha voz normal. Aparentemente a nota não é tããão alta assim (rs), mas o fato é que eu fiquei TOTALMENTE travada na hora de cantar, especialmente a parte “alta”. Gente, isso acontece com mais alguém? Porque não faz sentido algum eu conseguir cantar livremente em casa e fazer altas performances dignas de Grammy e na frente da pessoa cujo objetivo é me ajudar a cantar melhor eu não conseguir. Fico muito chocada, sério.

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