Aulas de Canto #11: Recobrando as forças e o ânimo

aulacanto11

Depois da última aula de canto confesso que fui tomada por um sentimento de desânimo muito grande, a ponto de eu nem ficar tão ansiosa para a próxima aula (que acabou demorando mais a ocorrer por causa da cirurgia dos sisos que mencionei aqui). E cá estava eu, mazelada e pra baixo e tentando buscar forças de não sei de onde para continuar, quando recebi um e-mail de um amigo muito especial. Um trecho do e-mail dizia o seguinte:

“Então, treine. Treine muito. Treine até ficar segura de que pode interpretar aquela música naquele tom e, na hora, simplesmente você vai abrir a boca e conseguir. Pensa comigo: não é teu sonho? Então pára de achar que tá muito distante o nível que tu quer chegar, que tu não vai conseguir ser tão boa e tal…, tira isso da cabeça e treina.”

Foi um leve tapa na cara? Foi, mas COMO eu precisava disso! Eu terminei de ler o e-mail e fui no Twitter comentar que ele tinha sido “exatamente o que eu precisava ouvir”. Depois dele, tudo mudou e fui para a aula ontem não exatamente confiante de que iria conseguir, mas segura de que, pelo menos, eu iria tentar. Afinal, “não é o teu sonho”, Manu? Vale a pena lutar por ele. E foi dessa forma que cheguei na aula e consegui me concentrar em meio a aquecimentos doidos e vocalizes divertidos que sempre, ~SEMPRE~ me fazem querer rir. Mas ontem foi diferente, ontem eu tive a completa consciência de que aquilo ali tinha deixado de ser brincadeira.

Quando fui efetivamente cantar, começamos com Morada e percebi que preciso treiná-la BASTANTE em casa. Interessante que essa música foi o segundo cover que gravei na vida porque achava que ela era relativamente fácil de cantar. Hoje percebo que se eu achei que ela era fácil, devia estar cantando a coitada errado porque… pensem numa musiquinha cheia de detalhe! E ontem uma coisinha em particulart pareceu ainda mais fora do lugar: a afinação. Claramente eu estava nervosa e por isso não estava conseguindo controlar a voz nas notas corretamente, mas isso me fez confessar para Josi um dos meus maiores traumas em relação a cantar: ser desafinada. Talvez porque tenham me falado que eu era isso quando criança; talvez porque eu achava que ser desafinada era a única coisa que separava uma pessoa que canta “bem” de uma cantora que canta “mal”, então se eu cantava mal, logicamente eu era desafinada; talvez por simplesmente não gostar da palavra: o fato é que eu sou completamente traumatizada com esse negócio. Todo o resto pode estar um caos, mas se a afinação estiver ok, eu consigo lidar.

Sendo que isso é uma doideira muito grande.

Não só por eu estar aprendendo que existem 5594509404954 aspectos do canto além da afinação, como por eu realmente não precisar de outra coisa me deixando tensa enquanto canto, né gente? Não, não. Vai ter que perder essa perturbação SIM, até porque é muito comum cantores bons desafinarem ao vivo (nem que seja uma notinhazinha) e se eles fossem parar o show pra irem chorar no cantinho do palco em posição fetal, onde eles estariam hoje em dia? Isso mesmo, no ~mundo do esquecimento~.

Ah, começamos a conversar sobre a música que irei cantar nas Audições (que descaradamente chamarei aqui de Live Shows porque é mais legal) e fiquei desmaiadíssima quando dei a sugestão de cantar R U Mine e todas as performances que já imaginei para essa música começaram a ficar mais reais. A teacher já tá jurando que vai ser essa e eu sinto uma corrente de ácido gástrico forte só de lembrar disso, mas ao mesmo tempo rolam uma empolgação e um sentimento de badass tão poderosos que simplesmente não me permitem desistir. Sendo assim, pratiquei R U Mine ontem e foi lindo pois 1) consigo cantá-la direitinho 2) me senti maravilhosa enquanto a cantava pois essa música é sensacional. Josi sugeriu deixar a canção mais aguda, mas eu particularmente acho que no tom original vai ficar melhor. De todo modo, o negócio ainda é em junho, então dá tempo de ensaiar bem muito pra ficar bem legal.

E foi assim que deixei a aula de canto ontem: esperançosa, animada, determinada. Sentindo felicidade, que foi e é a grande motivadora de tudo isso.

Crédito da imagem: Luciano Silva.

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