Aula de Canto #16: A beleza do agudo

Chegamos a mais uma aulinha e eu confesso que estava… frustrada. Aliás, frustrada e meio desanimada. O primeiro adjetivo devido ao fato de eu ter tentado gravar meu primeiro cover para o Youtube na semana passada e o negócio simplesmente… não ter saído. Eu praticamente passei a noite inteira tentando gravar isso, fiz uns 4590959445 vídeos no processo e nenhum saiu bom o suficiente para ir parar nas redes. E não é que minha grande descoberta estivesse errada: o problema é usá-la da maneira certa. O segundo adjetivo foi provocado por causa de uma perguntinha que pairava em minha mente: “Sinto que não tem mais nada de novo que eu possa aprender em casa, então o que levarei para a aula?”. Mal sabia eu o que estava por vir.

Começamos com a sequência normal: aquecimentos corporais, vocais, vocalizes, inclusive um bem interessante que não consigo lembrar como foi rs :~. Comentei com teacher sobre a frustração da semana anterior e ela chegou à conclusão de que o maior problema deve ter sido que eu não consegui adequar meu estudo de respiração em Style à música de fato. Ou seja: eu treinava a capella com ela mais lenta, então quando a melodia entrou eu fiquei perdida, sem conseguir acompanhar. Isso é bom pois me mostra qual caminho eu devo seguir para melhorar e ao mesmo tempo é ruim porque eu não sei como cantar esse negócio mais rápido. Mas tudo é aprendizado, não é verdade?

Daí chegamos em R U Mine (<3) e teacher perguntou:

-Manu, tá praticando em casa?

-ERRRRRR…………….. Josie, sinceramente eu não sei mais o que posso praticar nessa música e eu já enjoei dela forgive me Alex Turner.

*Sorriso maquiavélico de teacher*

*Manusinia lascada*

1. “Manu, cê tá atrasando a música, cantando mais lentamente que ela.”

2. “Preste atenção na forma das palavras.”

3. “Tem que ver essa respiração pra você não ficar morrendo como tá agora, fia.”

Pois é, caros leitores. Pretensão minha pensar que já tinha chegado lá, alokérrima! Teacher me colocou no meu lugar e me fez perceber que ainda há coisas a serem melhoradas e que a gente nunca deve se contentar com pouco. E agora, o melhor momento da noite: a hora em que teacher sugeriu que aumentássemos o tom da música. Eu não entendo absolutamente nada dessas coisas de tom, semi-tom, oitava, nãoseioque oitavada etc., só sei de uma coisa: de repente R U Mine ficou mais aguda e a coisa ficou diferente, ficou linda, ficou de um jeito que eu nunca tinha imaginado na vida. É interessante como minha voz pode brilhar muito mais dessa forma, afinal, ela acaba ficando meio escondidinha em uma música grave como essa. Mesmo assim foi FRIGGIN’ estranho ver uma coisa que eu canto compulsivamente há mais de 1 ano tocada de outra forma… mas foi um estranho bom! E eu ainda estou chocada com tudo isso. Agora R U Mine ficou mais feminina, leve, delicada e eu me sinto mais mulher cantando. E isso é muintcho doido, porém encantador.

Sendo assim, creio que será uma dessas versões mais agudas que cantarei nas Auditions da escola de música. Sim, existe um evento e o nome dele é Audições (só faltou o “às cegas” q). Inclusive descobri que agora eles vão fazer uma ~seleção prévia~ para os interessados em participar do evento. Porque performar pela primeira vez em um teatro cheio de gente já não era ~ESTRESSANTE~ o suficiente, não é mesmo, mores? Porém, bring it on. Afinal, se há 1 ano e meio eu nem sabia que podia cantar, hoje já tenho até uma professora que fala que tenho que mostrar a beleza da minha voz. Minha voz tem uma beleza! E isso, caros leitores, significa muito. De coração.

PALAVRINHA EM INGLÊS DO DIA: “Settle for less” = se contentar com pouco, com menos do que você pode conseguir, ou seja: algo que nunca devemos fazer! #regras

 

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2 comentários sobre “Aula de Canto #16: A beleza do agudo

  1. Hemylle disse:

    Manu, never underestimate yourself. Você pensa por vezes eu não é capaz de algo, e aí a vida vem e lhe dá uma bela surpreendida. Não dá pra deixar de praticar em casa coisas que podem parecer triviais, sabe? Você acaba descobrindo que elas são, na verdade, base pra tudo. Então abale e siga em frente. Vá sem expectativas que tudo vai lhe surpreender, mesmo que seja uma coisinha mínima. Abale! 🙂

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    • Manuela Moraes disse:

      Leeeeeeee! Que comentário lindo, amore! ❤

      A coisa toda é bem por aí mesmo: ir praticando com calma, sem expectativa de miraculosamente acordar cantando feito Kelly amanhã e assim a gente chega lá. Eu tenho pensado sobre isso ultimamente, acho até que vou fazer uma reflexão por aqui. A galera foca muito no show business, nas performances, no sucesso, na imagem, mas não ouço NINGUÉM falando do tanto de aula de canto que foi necessário pra chegar lá. Isso parece que é uma parte que não existiu na vida dos cantores de sucesso e é ÓBVIO que isso aconteceu, ninguém acorda simplesmente cantando com toda a técnica perfeita.

      Wow, eu realmente preciso escrever sobre isso HAHAHA!
      Obrigada pelo comentário, Lee. :3
      Beijão!

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