Aula de Canto #17: Dor de garganta, exercícios pendentes e pensamentos negativos

Não teve jeito, caros leitores: as aulas recomeçaram na semana passada e, com elas, o tempo ~realmente~ se tornou meu ativo mais precioso (tanto é que estou escrevendo este texto sentada em um banco da faculdade). Sendo assim, já era esperado que eu não fizesse meus exercícios vocais como deveria, o que fez com que eu chegasse meio desanimada na aulinha pois achei que não teríamos progressos durante ela. É interessante como a ausência de prática se faz notável em pouquíssimo tempo, mesmo que esse efeito tenha um lado mais psicológico. Sem mais delongas, vamos aos ~detalhes~ da aulinha (e hoje vou tentar uma estrutura um pouco diferente da que vocês estão acostumados):

Respiração: tudo correu bem nesse quesito, o que me deixa feliz pois indica que meu corpo já está se acostumando com a prática da respiração diafragmática (YAY! o/). Nesse aspecto não senti muito a ausência de prática, só naquele pensamento de “Nossa, faz tempo que eu não faço isso.”

Aquecimentos: fizemos o “BRRRRRRRRR” que normalmente corre sem problemas, mas desta vez senti um pouco mais de dificuldade, parecia que algo estava… errado. Como veremos adiante, de fato havia algo fora do lugar.

Vocalizes: fizemos aquele em que a boca fica tipo como se você fosse bocejar mas você não boceja e tem que manter os dentes separados e é tudo uma coisa muito doida que eu não sei se vocês estão entendendo. Depois fizemos um específico para treinar as vogais e a primeira  ~tensão da noite apareceu: o fato de que faz semanas que eu não treino a forma das palavras e basicamente esqueci da minha rolhinha. Ok, eu tenho tentado cantar com o máximo de clareza que posso (o que inclusive é um exercício bastante interessante: pegue qualquer música do primeiro álbum da Demi e ou do Linkin Park e cante como uma pessoa normal – vai parecer que é outra música!), mas isso não é suficiente, sabem? Na verdade, se eu for ser beeeeeeeem sincera mesmo, o grande problema do meu treino com a rolha é que eu não vejo muita importância nisso. Simples assim. Falar um “ÁÁÁ” mais aberto ou um “” mais fechado, pra mim, não faz muita diferença, especialmente quando chega na vogal “O” e a diferença se torna ainda menor. E é aí que eu percebo que Josi não está apenas interessada no meu canto afinado e bonitinho; ela quer que eu seja uma excelente cantora com TODAS as letras, não só na “boniteza”. Ela quer que eu respire bem mas que eu também fale bem e pronuncie bem e coloque a voz pra fora bem e faça todas essas coisas de forma excelente. E isso é maravilhoso, isso é motivo para eu me sentir MUITO grata. O problema é que eu sou uma pessoa muito teimosa que quando não foca em uma coisa, dificilmente vai mudar de ideia. Bem, espero que a percepção do quão imaturo isso é me faça mudar.

Ensaios: tiramos Morada do baú (nossa, já tinha esquecido dela RS) para verificar essa questão da forma das palavras e Josi claramente viu que eu ainda preciso melhorar nisso. Interessante que enquanto ela fica observando esses aspectos, é como se minha cabeça só conseguisse focar em uma coisa apenas: afinação, afinação, afinação. Quando a nota não sai no lugar eu fico ansiosa, nervosa, tensa, incomodada, agoniada. O irônico é que minha própria professora de canto não poderia se importar menos com isso enquanto eu estou freaking out e deixando de focar em outros aspectos de IGUAL relevância. Depois fomos para R U Mine (eu até gravei o áudio para poder praticar em casa do jeito mais agudo que estamos ensaiando) e além da forma das palavras, a respiração também é algo no qual eu preciso melhorar (até porque essa música é uma doideira muito grande e mal dá tempo de viver com ela!!!).

Ao final de R U Mine, teacher finalmente trouxe à tona o que estava errado: minha garganta não estava boa. Desde sábado quando gritei horrores músicas de Beyoncé em uma festa que ela tem estado meio mazelada e ontem eu acordei com a bichinha doendo TANTO que jurei que ia ficar doente. Quando a aula acabou, ela estava latejando e Josi me disse para simplesmente calar a boca e poupar a voz o máximo possível. Tenho tentado, mas quem me conhece sabe que é difícil rs. E um último fato antes de terminar este relatinho. Em dado momento do ensaio, um pensamento angustiante me passou pela memória:

Você nunca vai conseguir. Pode parar com isso agora.

Caros companheiros de jornada, esse é o tipo de pensamento que, quando chega, você não pode demorar nem 1 segundo para afastá-lo, afinal, ele tem um potencial negativo semelhante ao de 10 bombas de Hiroshima. Na verdade, até agora estou tentando não me infectar por esse raciocínio. Inclusive, vou parar de falar sobre ele antes que meu coração não aguente mais. Mas só para constar: minha resposta a algo tão nocivo é lembrar que eu acredito em mim e no meu potencial, e crer que, se a vontade de Deus for a de que eu alcance meus sonhos, sonhos que primeiramente começaram com Ele, nada, absolutamente NADA vai impedir que eu viva aquilo que imagino todos os dias. Ou seja:

Eu vou conseguir, logo, definitivamente não posso parar com isso agora.

~PALAVRINHA EM INGLÊS DO DIA~: “Stubborn” = pessoa teimosa, que não muda de ideia com facilidade, a.k.a. euzinha em todos os dias da minha vida.

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