Aula de Canto #23: Fazendo amiguinhos (finalmente!)

Como a aula de canto anterior foi praticamente um ~parto~ para sair, decidi escrever sobre a aulinha da vez logo no dia em que ela aconteceu, como qualquer pessoa normal e consciente! Interessante notar que, quando cheguei na sala de aula, eu não estava exatamente… bem. Tensões, ansiedades e perturbações atormentavam meu juízo e a caminho de lá já pensei que a aula não iria render muito. Então qual não foi minha surpresa quando percebi que esses 35 minutos (pois hoje tivemos menos tempo)… me acalmaram? Eu acho isso absolutamente mágico, de verdade. A respiração diafragmática já é um calmante natural, e o fato de eu estar focando em coisas que fazem parte do meu coração tirou minha mente das perturbações da vida.

De fato, a música cura.

Respiração: claramente já senti a falta de ter treinado mais em casa, rs. Não consegui guardar muito ar e senti mais dificuldade em fazer a respiração diafragmática em geral, mas como já sei que tudo isso pode ser melhorado se eu tomar vergonha na cara, nem me estresso mais. Tanto.

Aquecimentos: fui fazer os aquecimentos mais felizinha pois sabem aquela TRETA de parestesia que surgiu depois que fiz a cirurgia dos sisos? Bem, tenho sentido bem menos as dormências e os incômodos, então supus que seria mais fácil fazer o bom e velho “TTTTTTTTRRRRRRRRRRRRRRRRR”. No final das contas não foi exatamente BOM, mas acredito que vai melhorar!

Vocalizes: hoje fizemos um que eu conheci semana passada (e esqueci de comentar no relatozinho, obvs): “UUUUUUUU” com a boca fechada e depois você simplesmente abre a boca e parece que o som tá saindo de alguma pestana invisível que existe em você. CRAZY, RIGHT? (Mas de fato… é isso que parece…)

Ensaios: bem, como mencionado nos relatos anteriores, Josie tem me instigado a ~me soltar~ mais e a me jogar na vibe da música mesmo, o que originou o seguinte diálogo:

-Pode parecer uma doida no palco?

-… pode.

Ou seja: LIBEROU DE VEZ, MOVEI!!!!!!111 Rhysos, como se eu de fato conseguisse, né? É realmente BIZARRO o quanto você consegue as coisas em casa e quando aparece UM ser humano na sua frente, todo o seu conhecimento vai por água abaixo. Mesmo assim, tentei entrar mais na vibe hoje, o que, no meu caso, automaticamente significa franzir as sobrancelhas e ficar com cara de ~malvada~. Gosh, I love that. Mas antes dessa parte, outro questionamento importante veio à minha mente:

-Como eu vou parecer uma freaking badass se eu não estou me sentindo uma freaking badass?

Vide começo do relatinho, lógico. E aí Josie me deu a resposta mais óbvia e certa que existe:

-Interpretação, querida.

E, cara, isso é MUITO interessante. Primeiro porque o poder está nas ~suas~ mãos, ou seja: você tem o poder de se transformar em quem você quiser. Segundo porque eu curto atuação, então poder utilizar isso aliado ao que eu realmente amo, que é cantar… meu Deus, isso me soa tão maravilhoso. E além desse aspecto de interpretar, eu gosto muito de usar uma técnica de tentar localizar pontos em comum entre você e a música. Exemplo: a música fala sobre dor de cotovelo. Você, atualmente, não está sentindo dor de cotovelo. Mas em algum momento da vida você sentiu dor de cotovelo. Então lembre-se de toda a dor desse momento e jogue na performance da música. Divertidíssimo! -q

Além disso Josie me lembrou das vibes ~jazzy~ que queremos adicionar à performance e eu devo dizer que apesar de eu amar essa vibe, ela é TÃO difícil de incorporar a algo que eu já aprendi a fazer, sabem? Sem contar a dificuldade adicional para respirar enquanto Alex Turner joga 3494303434 palavras por segundo na sua cara. Sério, eu quero muito a vibezinha jazzy, mas isso tá sendo mais um ponto de estresse pra mim. Afinal, eu quero cantar e eu quero performar. Mas é TANTA coisa pra pensar na hora que às vezes… eu me sinto presa demais para fazer qualquer uma dessas coisas.

Acharam que as emoções tinham acabado?

Ao final da aula fiquei conversando com minha amiguinha-secretária-da-escola Debbie e acabei conhecendo outros estudantes de lá. Ou seja: após SETE meses de aula, eu finalmente tô começando a conhecer gente que estuda música que nem eu no mesmo lugar que eu. Ou seja [2]: ACHO que isso merece um ~FINALMENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE~~, né? E para alegria de vocês, caros leitores, deixo alguns trechos das conversas que aconteceram nesses momentos de socialização:

-Eu vou tocar uma música de Pablo nas Auditions. (YES, THIS IS HAPPENING e aposto que o público vai se empolgar muito mais com essa performance do que com meus bons rock ‘n roll :~)

-Ah, os meninos que vão tocar com você são bonzinhos! (SIM, já sei quem são e de repente já posso até ter stalkeado o Facebook para avaliar as possibilidades de eles não gostarem de mim -q)

-Eu vou cantar R U Mine, do Arctic Monkeys! (e foi aí que eu percebi que não, nem todo mundo conhece essa música)

-Cê vai cantar R U Mine? SE LASCOU.

E o que eu poderia responder após esse comentário ~construtivo~?

-EU SEI!!!

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