Review: Coldplay – A Head Full of Dreams (2015)

HOJE, É HOOOOOOOOOOJE!  ❤

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E é hoje que o A Head Full of Dreams chega até nós (oficialmente rs), sendo o sétimo álbum de estúdio do nosso amado Coldplay! Devo confessar que minhas expectativas para o lançamento não estavam exatamente as mais altas, considerando toda a sonoridade pop que a banda adquiriu no decorrer dos últimos anos, o último álbum lançado (Ghost Stories – tem review aqui!), que dividiu minhas opiniões, e o primeiro single do novo trabalho, Adventure of a Lifetime, que inicialmente considerei uma musiquinha de farofa bem doida. Para minha alegria, eu estava BASTANTE errada. Subestimei minha banda favorita e uma das razões que a fazem ser minha banda favorita: sua capacidade de entregar essência e verdade nas músicas, não importa o gênero. Sendo assim, é com um sorriso no rosto que inicio esta review e economizo no ~lanche~ para pagar minha ida ao show que teremos no Brasil em 2016!

O álbum inicia com a canção homônima, A Head Full of Dreams, e devo dizer que não haveria melhor forma de iniciar esta nova era. O instrumental inicial me lembra Life in Technicolor e isso já me conquista instantaneamente, prosseguindo com um clima otimista, alegre e cheio de sonhos e expectativas para o que está por vir. A melodia é bastante agradável e não chega a ser um pop farofa, o que contribui bastante para a minha aprovação. Inicialmente fiz um pouco de cara feia para o “ÔÔÔÔÔ” (que o Chris ADORA, diga-se de passagem), mas ele é tão agradável e encaixou tão bem no todo que agora não só amo como sei que gritarei até perder a voz no show. Birds é uma grata surpresa para os saudosos dos tempos em que Coldplay era uma banda de rock, com referências maravilhosas ao rock alternativo e à sonoridade dos anos 80. Eu acho deliciosa essa batidinha constante da bateria e o riff de guitarra dá um toque especial ao conjunto. A voz de Chris fica em segundo plano e deixa o instrumental brilhar; e ele consegue. Hymn for the Weekend divide opiniões ~pesadamente~: eu gosto, tem gente que odeia e tem gente que diz que ficaria perfeito em um álbum… da Beyoncé. Sinceramente, com as influências que o Chris adquiriu nos últimos anos com ~certas~ amizades, ter uma música assim no álbum era a coisa mais previsível do universo, não é verdade? Eu, como sou uma fã incondicional de pop, rock e do mix entre ambos, posso dizer que HFW é uma música pop muito boa! Só que, talvez, não para todos os gostos. A performance vocal de Beyoncé é discreta, porém bem feita, e a melodia é perfeita para dançar durante o final de semana. Porém, é fato que a letra deixa um pouco a desejar.

Everglow apaixona à primeira escutada, com o piano relembrando os tempos áureos e góticos do Coldplay (sdds ❤ ). A letra mexe diretamente com o meu coraçãozinho e não consigo não ficar melancólica ao escutá-la. A performance vocal do Chris é contida e coerente com a proposta da música, o que a torna simplesmente um deleite. Adventure of a Lifetime é a canção mais ~zueira~ do álbum. Vozinha falando “DEVAGARINHO”? Tem. Letra feliz? Tem. Chris dançando louco no palco? Tem. Inicialmente achei farofa demais, mas hoje em dia curto, danço, imagino clipe na minha cabeça (já que o oficial é levemente sofrível) e sei que vou me jogar muito no dia 10 de abril de 2016. Fun traz de volta a vibe melancólica que Everglow introduziu e, felizmente, um pouco do velho Coldplay também. Apesar da parceria com Tove Lo, não é uma música tão pop quanto poderia ser, e eu definitivamente curto a vibe anos 80 dos arranjos.

Na boa: Kaleidoscope me dá MEDO. Aquela introdução me lembra um circo dos anos 20 e a voz do homem simplesmente me deixa nervosa. A melodia é até agradável, mas o que dizer do final emendando com um culto gospel? Não entendi, migo Chris Martin! Ah, trivia pra vocês: o que o homem estranho recita é um poema escrito por um poeta do Oriente Médio chamado Rumi (obrigada, Wikipedia!). O título é “The Guest House”. Army of One é um pop do Coldplay (sim, já temos um pop característico do Coldplay): vozes estranhas e influências de rap/R&B. Eu particularmente adoro a letra e como a voz do Chris fica mais contida ao final. X Marks The Spot é, sem dúvida alguma, a música mais odiada do álbum (e da carreira da banda inteira?). Eu literalmente consigo ver Chris e Jay-Z em um estúdio fazendo essa música. Migo, vamos escolher melhor as amizades, né? Ou, se vai curtir um rapzinho, fica só escutando mesmo: não inventa de cantar! A coisa toda não só soa bizarramente estranha aos ouvidos dos coldplayers como simplesmente não se encaixa no restante do conjunto. Acho que ela é uma faixa “escondida” por um motivo, não é mesmo?

Preciso confessar: não gostei de Amazing Day nem à primeira, nem à segunda e nem à terceira escutada. Precisei chegar à quarta para me encantar com os arranjos na guitarra apaixonada de Johnny Buckland e me apaixonar pela letra, linda e romântica. Agora já consigo me visualizar gritando o “ÔÔÔÔ” (mais um?) durante o show. E se reclamar, vai ter lagriminha também. Colour Spectrum me lembra os bons e gloriosos tempos de instrumentais transcendentais da era Viva La Vida e é uma boa transição para Up&Up, a grande estrela do álbum, a música que, segundo Chris, eles demoraram quinze anos para escrever. Com uma letra otimista e positiva em relação à vida e ao amor, a última canção do AHFOD também nos traz um lindo arranjo de cordas e uma melodia pop que desemboca em um inspirado solo de guitarra de Johnny. É uma excelente finalização e um compilado da mensagem principal do álbum: “Don’t ever give up”. I see you, Chris Martin!

A impressão que eu tenho é a de que o A Head Full of Dreams conseguiu ser o que o Mylo Xyloto e o Ghost Stories não conseguiram: um álbum pop relevante com um pouco da sonoridade do Coldplay de antigamente. Sinceramente, eu tenho agonia do pop-lentinho-ainda-tentando-ser-rock desses dois últimos álbuns. Em AHFOD, Chris Martin cumpre o que prometeu: um álbum para dançar, se divertir e ser feliz. Notem que a partir do momento em que a necessidade de ser uma banda “de rock” sumiu, o Coldplay entregou seu melhor trabalho em anos. Na verdade, eles nunca quiseram ser uma banda “de rock” ou “de pop”: eles só queriam uma liberdade artística que, com mais de 15 anos de carreira, finalmente veio. E trouxe bons frutos. O AHFOD está repleto de melodias inspiradas, com destaque para a guitarra sempre marcante de Johnny Buckland e a volta da bateria firme de Will Champion (abuso eterno daquelas batidinhas sem graça do Ghost Stories). As letras mostram um eu-lírico que, após superar uma desilusão, se reencanta com a vida e decide não parar de acreditar no amor. Apesar de mais simples que nos tempos áureos do Coldplay, elas cumprem sua função de emocionar e manter viva a essência da banda: entregar verdade nas músicas, não importa o gênero (sim, você já leu isso antes!). Digo com alegria que me surpreendi com esse álbum e basicamente não existe uma música da qual eu não goste (exceto XMTS, que vamos fingir que nunca aconteceu, tudo bem?). Certamente merece reconhecimento e apreciação por parte dos fãs, tanto novos quanto da época do Starfish. E, se isso não acontecer… bem, vamo fazer que nem o Chris e dançar loucamente!

AVALIAÇÃO FINAL:

Melodia: 10 / Voz: 9 / Letra: 8,5

NOTA FINAL: 9,2

Tá apaixonado pelo A Head Full of Dreams também? Surta comigo nos comentários!

Ah, já leu a review do Ghost Stories aqui no blog? (;

coldaheadVenham logo! ❤

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2 comentários sobre “Review: Coldplay – A Head Full of Dreams (2015)

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