Review: Coldplay – A Head Full of Dreams (2015)

HOJE, É HOOOOOOOOOOJE!  ❤

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E é hoje que o A Head Full of Dreams chega até nós (oficialmente rs), sendo o sétimo álbum de estúdio do nosso amado Coldplay! Devo confessar que minhas expectativas para o lançamento não estavam exatamente as mais altas, considerando toda a sonoridade pop que a banda adquiriu no decorrer dos últimos anos, o último álbum lançado (Ghost Stories – tem review aqui!), que dividiu minhas opiniões, e o primeiro single do novo trabalho, Adventure of a Lifetime, que inicialmente considerei uma musiquinha de farofa bem doida. Para minha alegria, eu estava BASTANTE errada. Subestimei minha banda favorita e uma das razões que a fazem ser minha banda favorita: sua capacidade de entregar essência e verdade nas músicas, não importa o gênero. Sendo assim, é com um sorriso no rosto que inicio esta review e economizo no ~lanche~ para pagar minha ida ao show que teremos no Brasil em 2016!

O álbum inicia com a canção homônima, A Head Full of Dreams, e devo dizer que não haveria melhor forma de iniciar esta nova era. O instrumental inicial me lembra Life in Technicolor e isso já me conquista instantaneamente, prosseguindo com um clima otimista, alegre e cheio de sonhos e expectativas para o que está por vir. A melodia é bastante agradável e não chega a ser um pop farofa, o que contribui bastante para a minha aprovação. Inicialmente fiz um pouco de cara feia para o “ÔÔÔÔÔ” (que o Chris ADORA, diga-se de passagem), mas ele é tão agradável e encaixou tão bem no todo que agora não só amo como sei que gritarei até perder a voz no show. Birds é uma grata surpresa para os saudosos dos tempos em que Coldplay era uma banda de rock, com referências maravilhosas ao rock alternativo e à sonoridade dos anos 80. Eu acho deliciosa essa batidinha constante da bateria e o riff de guitarra dá um toque especial ao conjunto. A voz de Chris fica em segundo plano e deixa o instrumental brilhar; e ele consegue. Hymn for the Weekend divide opiniões ~pesadamente~: eu gosto, tem gente que odeia e tem gente que diz que ficaria perfeito em um álbum… da Beyoncé. Sinceramente, com as influências que o Chris adquiriu nos últimos anos com ~certas~ amizades, ter uma música assim no álbum era a coisa mais previsível do universo, não é verdade? Eu, como sou uma fã incondicional de pop, rock e do mix entre ambos, posso dizer que HFW é uma música pop muito boa! Só que, talvez, não para todos os gostos. A performance vocal de Beyoncé é discreta, porém bem feita, e a melodia é perfeita para dançar durante o final de semana. Porém, é fato que a letra deixa um pouco a desejar.

Everglow apaixona à primeira escutada, com o piano relembrando os tempos áureos e góticos do Coldplay (sdds ❤ ). A letra mexe diretamente com o meu coraçãozinho e não consigo não ficar melancólica ao escutá-la. A performance vocal do Chris é contida e coerente com a proposta da música, o que a torna simplesmente um deleite. Adventure of a Lifetime é a canção mais ~zueira~ do álbum. Vozinha falando “DEVAGARINHO”? Tem. Letra feliz? Tem. Chris dançando louco no palco? Tem. Inicialmente achei farofa demais, mas hoje em dia curto, danço, imagino clipe na minha cabeça (já que o oficial é levemente sofrível) e sei que vou me jogar muito no dia 10 de abril de 2016. Fun traz de volta a vibe melancólica que Everglow introduziu e, felizmente, um pouco do velho Coldplay também. Apesar da parceria com Tove Lo, não é uma música tão pop quanto poderia ser, e eu definitivamente curto a vibe anos 80 dos arranjos.

Na boa: Kaleidoscope me dá MEDO. Aquela introdução me lembra um circo dos anos 20 e a voz do homem simplesmente me deixa nervosa. A melodia é até agradável, mas o que dizer do final emendando com um culto gospel? Não entendi, migo Chris Martin! Ah, trivia pra vocês: o que o homem estranho recita é um poema escrito por um poeta do Oriente Médio chamado Rumi (obrigada, Wikipedia!). O título é “The Guest House”. Army of One é um pop do Coldplay (sim, já temos um pop característico do Coldplay): vozes estranhas e influências de rap/R&B. Eu particularmente adoro a letra e como a voz do Chris fica mais contida ao final. X Marks The Spot é, sem dúvida alguma, a música mais odiada do álbum (e da carreira da banda inteira?). Eu literalmente consigo ver Chris e Jay-Z em um estúdio fazendo essa música. Migo, vamos escolher melhor as amizades, né? Ou, se vai curtir um rapzinho, fica só escutando mesmo: não inventa de cantar! A coisa toda não só soa bizarramente estranha aos ouvidos dos coldplayers como simplesmente não se encaixa no restante do conjunto. Acho que ela é uma faixa “escondida” por um motivo, não é mesmo?

Preciso confessar: não gostei de Amazing Day nem à primeira, nem à segunda e nem à terceira escutada. Precisei chegar à quarta para me encantar com os arranjos na guitarra apaixonada de Johnny Buckland e me apaixonar pela letra, linda e romântica. Agora já consigo me visualizar gritando o “ÔÔÔÔ” (mais um?) durante o show. E se reclamar, vai ter lagriminha também. Colour Spectrum me lembra os bons e gloriosos tempos de instrumentais transcendentais da era Viva La Vida e é uma boa transição para Up&Up, a grande estrela do álbum, a música que, segundo Chris, eles demoraram quinze anos para escrever. Com uma letra otimista e positiva em relação à vida e ao amor, a última canção do AHFOD também nos traz um lindo arranjo de cordas e uma melodia pop que desemboca em um inspirado solo de guitarra de Johnny. É uma excelente finalização e um compilado da mensagem principal do álbum: “Don’t ever give up”. I see you, Chris Martin!

A impressão que eu tenho é a de que o A Head Full of Dreams conseguiu ser o que o Mylo Xyloto e o Ghost Stories não conseguiram: um álbum pop relevante com um pouco da sonoridade do Coldplay de antigamente. Sinceramente, eu tenho agonia do pop-lentinho-ainda-tentando-ser-rock desses dois últimos álbuns. Em AHFOD, Chris Martin cumpre o que prometeu: um álbum para dançar, se divertir e ser feliz. Notem que a partir do momento em que a necessidade de ser uma banda “de rock” sumiu, o Coldplay entregou seu melhor trabalho em anos. Na verdade, eles nunca quiseram ser uma banda “de rock” ou “de pop”: eles só queriam uma liberdade artística que, com mais de 15 anos de carreira, finalmente veio. E trouxe bons frutos. O AHFOD está repleto de melodias inspiradas, com destaque para a guitarra sempre marcante de Johnny Buckland e a volta da bateria firme de Will Champion (abuso eterno daquelas batidinhas sem graça do Ghost Stories). As letras mostram um eu-lírico que, após superar uma desilusão, se reencanta com a vida e decide não parar de acreditar no amor. Apesar de mais simples que nos tempos áureos do Coldplay, elas cumprem sua função de emocionar e manter viva a essência da banda: entregar verdade nas músicas, não importa o gênero (sim, você já leu isso antes!). Digo com alegria que me surpreendi com esse álbum e basicamente não existe uma música da qual eu não goste (exceto XMTS, que vamos fingir que nunca aconteceu, tudo bem?). Certamente merece reconhecimento e apreciação por parte dos fãs, tanto novos quanto da época do Starfish. E, se isso não acontecer… bem, vamo fazer que nem o Chris e dançar loucamente!

AVALIAÇÃO FINAL:

Melodia: 10 / Voz: 9 / Letra: 8,5

NOTA FINAL: 9,2

Tá apaixonado pelo A Head Full of Dreams também? Surta comigo nos comentários!

Ah, já leu a review do Ghost Stories aqui no blog? (;

coldaheadVenham logo! ❤

Coldplay no Brasil: 6 momentos épicos

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*EM CHOQUE* *SURTANDO ENLOUQUECIDAMENTE* *CHORANDO MUITO* *É PENTAAAAA*

Hoje pela madrugada muitos forninhos foram derrubados e muitas vidas ganharam um novo sentido após esse tweet do José Norberto Flesch, reconhecidamente uma fonte confiável de confirmações de shows aqui no Brasil. Diante de tal revelação, os coldplayers perderam um pouco o controle e foi difícil pegar no sono quando tais pensamentos passavam pela nossa cabeça:

https://twitter.com/mrclmonteiro/status/624417871435812864

A vida não é fácil mas não custa nada sonhar, né? E para tentar ~prever~ o que vem por aí na LP7 Tour 2016 Brazil *mds do céu*, vamos relembrar os momentos mais épicos das outras vindas do Coldplay ao Brasil! EVERYBODY OKAY FUNDAO?

1. Trouble – A Rush of Blood to the Head Tour (2003)

A primeira passagem de Chris, Guy, Jonny e Will por terras brasileiras aconteceu em 2003, durante a turnê do segundo álbum da banda, e marcou presença em São Paulo e Rio de Janeiro. Nessa época, a blogueira que vos fala ainda nem tinha ouvido falar dessa banda de Londres, mas certamente já estava apaixonada pela melodia hipnotizante de Clocks (a.k.a. a musiquinha do trailer do filme do Peter Pan). No vídeo acima (uma raridade!), vemos que a banda já tinha uma base de fãs apaixonada e envolvida, que dura até hoje com muito carinho! #blessed

2. Yellow – Twisted Logic Latin America Tour (2006)

Na segunda vinda da banda ao Brasil, Manusinia já tinha se apaixonado por esses 4 meninos lindos, porém, dificilmente uma menina de 15 anos conseguiria ir a um show desse sozinha, correto? *lágrimas* As três apresentações aconteceram em São Paulo e infelizmente não encontrei registro algum desses momentos, portanto, continuamos nossa retrospectiva com uma performance que aconteceu aqui pertinho, na Argentina.

3. Lovers in Japan – Viva La Vida World Tour (2010)

Abigos, a facada no coração é grande. Como superar o show que você tem a mais completa certeza de que seria o melhor da sua vida, mas por motivos de força maior você não pode estar lá? Resposta: IMPOSSÍVEL! 😔 Até hoje sinto uma coisinha triste quando vejo qualquer menção à Viva La Vida World Tour aqui no Brasil, mas pelo menos tem vários videozinhos para aliviar o ~luto~ (ou não). Como esta performance, que registra o momento mais belo dessa turnê que eu sempre considerarei a melhor de todas.

4. Rehab + Fix You – Rock In Rio (2011)

Chegamos à última passagem do quarteto pelo Brasil e eu lembro perfeitamente desse show: a antecipação, a ansiedade e, por fim, a televisão ligada enquanto eu assistia à transmissão dessas performances. Não me arrependo tanto por não ter ido a esse show, mas sem dúvida ele teve momentos memoráveis, como a homenagem singela que Chris organizou para Amy Winehouse, que faleceu há exatamente 4 anos. Impossível não se emocionar!

5. Parabéns ao Chris – Viva La Vida World Tour (2010)

Se tem show no dia do aniversário do Chris (02/03), tem “Parabéns Pra Você” com acompanhamento de Will Freaking Champion! 🎉🎈🎂

7. Chris pichando “Ri❤” no palco em In My Place – Rock In Rio (2011)

Sempre me emociono!

Agora é esperar a confirmação oficial da banda e iniciar toda a loucura de compra de ingressos, passagens e afins. A vida não é fácil para os coldplayers, mas basta assistir a uma dessas apresentações que nós lembramos do porquê fazemos tudo isso, né? We’ll see you soon, Coldplay! ❤

E aí, faltou algum momento inesquecível? Conta pra mim!

Minha primeira apresentação!

Não sei com o que fico mais atordoada: o fato de que, há 9 dias, eu fiz minha primeira apresentação solo desde que comecei as aulas de canto ou o fato de que finalmente estou escrevendo este post, há tempos tão sonhado. Agora que finalmente estou mais livre dos 59404954 compromissos da faculdade/formatura, posso me sentar confortavelmente em minha mesinha branca e tentar colocar em palavras tudo que se passou na minha cabeça e no meu coração no dia 20 de junho de 2015. Quer descobrir também? Então vem comigo!

Bem, o que é que se espera de uma pessoa patologicamente ansiosa 1 semana antes da sua aguardada primeira apresentação ao vivo? Sucessivas tentativas de manter a calma e não surtar até o dia do evento, lógico! Ironicamente, não foi bem assim que passei a semana antes do dia 20, afinal, tive tantas coisas para fazer que evitei ao máximo pensar no fatídico dia 20. Na segunda, tive um ensaio com a banda completa e percebemos que realmente precisávamos de um último encontro. Felipe tinha feito algumas mudanças na performance dele com a bateria e eu confesso que fiquei bastante perdida e confusa quanto a algumas entradas, o que me fez chegar um pouco tensa no ensaio extra de sexta-feira. Felizmente, consegui me acostumar com as adaptações dele e concluímos o ensaio com tudo fechadinho, sem nenhuma alteração a ser feita até o dia posterior. Ainda recebi algumas palavrinhas motivacionais do próprio Felipe, o que me ajudou a ficar mais calma (valeu, Felipe!). Logo, fui embora da escola de música com  uma ansiedade irremediável, porém uma certa certeza de que, realmente: tudo iria dar certo.

Após uma prova meio bizarra na sexta à noite, cheguei em casa e finalmente pude focar na ansiedade dos eventos do dia posterior! #blessed Deixei para fazer um último treino sozinha antes de dormir e confesso que fiquei ainda mais certa de uma coisa: não havia mais NADA a se fazer. Técnica vocal? Checked. Performance? Checked. Vibe? Checked. Look para o dia? Checked. Com o que mais eu poderia me preocupar, amigos? Agora era entregar a Deus (literalmente <3) e ir dormir, coisa que eu fiz surpreendentemente bem. No sábado, mal consegui comer. Mas uma coisa era certa: eu estava feliz.

O clima de bastidores é uma coisa interessante. Existe uma ansiedade no ar, uma tensão, uma expectativa, e cada um lida com isso da forma que pode. Eu fiquei andando pra lá e pra cá e conversei com o máximo de pessoas conhecidas possível. Ironicamente, para alguém que se diz tão antissocial, conversar com seres humanos me acalma. Outra coisa que também acalma é perceber a quantos poucos metros você se encontra do palco. Sério: a diferença entre o “por trás das cortinas” e o “espetáculo das multidões” era de 1 metro, no máximo. Isso me acalmou de algum modo, pois eu vi que não precisaria adentrar uma realidade paralela para fazer aquela apresentação. Bastava andar, e isso eu sabia fazer!

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tentandomemantercalmacomsorrisosamarelos.jpg (PS: pra quem nunca tinha visto, esta é Josie!)

Faltando uns 30 minutos para a apresentação, fiz alguns aquecimentos com Josie e treinei a música uma vez, o que me deixou ainda mais calma. Ao sair da salinha, acho que só faltavam 2 apresentações para a nossa. Depois, apenas uma. E, de repente, eu estava no palco. É difícil explicar tudo que você sente nessa hora. Mas um sentimento me marcou nesses minutos pré-show: a sensação de que era isso aí. Não tinha mais como voltar atrás, não havia mais como desistir. Ia acontecer, de um jeito ou de outro. Dando certo ou não. Eu passando vergonha na frente dos meus pais e dos meus amigos ou não.

Ainda bem que nada disso aconteceu.

Quando o primeiro acorde soou, a primeira coisa que eu pensei foi algo que poderia ser traduzido como: LASCOU. Vale dizer que alguns segundos antes eu já tinha incorporado minha vibe rock ‘n roll-girl-badass-empowered-woman (ou, em bom pernambucanês, cara de braba) e aí foi só continuar. Acho que deu algum problema na guitarra, pois senti falta de alguns acordes e por um segundo achei que íamos ter que recomeçar tudo, tanto que parei de cantar rapidamente, olhei pra Felipe, entendi que era pra continuar e fui mimbora. É muito interessante como você toma decisões em frações de segundos em situações assim, né? E, depois disso, os 3 minutos seguintes foram uma junção de: eu curtindo a música + eu me controlando pra manter a estabilidade da voz + eu tentando descobrir como fazer para segurar o microfone com as duas mãos tremendo. Isso a Globo não mostra e ninguém ensina: como é que se segura um microfone quando você tá tremendo toda, pessoal??? Como diriam meus migos crentes pentequinhas: só a graça!

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Rock ‘n roll-girl-badass-empowered-woman (a.k.a. CARA DE BRABA)

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Em um relacionamento sério com: ESTA FOTO ❤

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Batidão de cabelo SIM!

Uma coisa que eu imaginei que fosse sentir e realmente senti foi o alívio desconcertante após falar o último “R U Mine” e Josie seguir com o backing. A sensação só não foi mais libertadora pois, de fato, a apresentação ainda não tinha acabado. E, quando acabou, minha cara mostrou com toda a precisão o sentimento de “ACABOU MESMO? FOI RUIM? FOI MARROMENOS? DEU CERTO? MDS HELP”. Eu e meus coleguinhas de banda agradecemos ao público e voltamos ao anonimato, garantido pelas cortinas verdes do Teatro Beberibe. Lá atrás, a sensação era de vitória, embora o sentimento ainda fosse de nervosismo. Eu ainda estava tremendo e desacreditada. Porém, os elogios me fizeram ter um retorno suave à realidade. Meus bandmates, Josie, outros professores… e enquanto isso eu só conseguia lembrar das 54045954 vezes em que desafinei (pois sou traumatizada com isso). Bem, as pessoas que de fato assistiram à performance estavam dizendo que o negócio foi bom. Agora faltava ouvir o que as pessoas mais importantes do mundo tinham a dizer.

Tão bom se sentir amada por quem a gente ama, né? O primeiro abraço que recebi foi da minha mamãe, surpreendentemente orgulhosíssima de mim e me fazendo lembrar dos tempos em que eu me apresentava na escola/igreja e ela adorava. Sem dúvida, o melhor abraço da noite! Também recebi elogios calorosos dos meus amigos do trabalho, Dani e Elias, que ganharam meu carinho eterno com sua presença por lá. Depois, consegui sentar e, finalmente, começar a respirar após aquelas 18 horas de tensão (sim, pois começaram no dia anterior). Falei rapidamente com meus amores que foram me prestigiar: Lewis, Lipe, Thi e Carol e voltei à minha yoga particular para recuperar a sanidade emocional, tudo isso enquanto assistíamos a uma performance no mínimo bizarra dos Mamonas Assassinas e eu gritava “MEU DOCINHO DE CÔCOOOOOOOOO” em uma tentativa desesperada de voltar ao normal. Yes, I’m THAT anxious.

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Dedico este Grammy a meu pai que sempre brigou comigo quando eu cantei muito alto e a minha mãe que ainda acha que rock é coisa do demo THANK YOU EVERYBODY GOOD NIGHT

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Af mts mozzys em uma foto só ❤

Na saída, tivemos lindos momentos de fotos e sorrisos e elogios e alegria. Eu finalmente estava deixando para trás a ansiedade e começando a curtir o alívio pós-apresentação. Devo dizer, amigos: ele é MARAVILHOSO (especialmente quando, aparentemente, você foi bem rs). Saímos do Teatro, fomos comer sushi e emendamos com uma noite deliciosa de voz e violão na área de lazer aqui do prédio, com uma performance nem tão ruim de Thinking Of You. Eu estava cansada. Minha voz estava fraca. Mas, dentro de mim, havia uma serenidade boa, gostosa, tranquila. A semana caótica finalmente havia chegado ao fim e eu poderia, simplesmente, dormir. Eu só não contava que o sono seria tão bom por saber que um sonho tinha se realizado e eu tinha as fotos e os vídeos como prova irrefutável desse momento. Até hoje, 9 dias depois de tudo, eu ainda sorrio quando olho pra eles. Espero que o mesmo efeito aconteça com os caros leitores agora.

Com vocês, minha primeira apresentação:

PS1: Tem álbum no Fb com mais fotinhas da apresentação! Cliquem aqui para conferir (já deixei em “Público)!

PS2: Fiquei ainda mais certa de que preciso escrever uma crônica para falar melhor sobre todos os sentimentos relativos a esse momento. Vai ter explosão de feelings SIM (e se reclamar tem duas)!

PS3: Que saudade de escrever aqui, af! :~

Aulas de Canto #24, 25 e 26: Ensaios a todo vapor!

Hello, everyone!

Primeiramente, peço desculpas pelo sumiço, caros e queridos leitores. A vida, como sabemos, não tá fácil pra ninguém, e isso me impossibilitou de ter a criatividade necessária para expor aqui o que tem se passado nas minhas aulinhas. Vocês me perdoam? Se sim, cheguem mais que hoje vai ter compilado especial das 3 últimas aulas, a.k.a. ensaios com a banda, já que as Auditions se aproximam e o negócio tá ficando uma crocância só!

Se não, recomendo a leitura de Mateus 18:21-22 e depois a gente conversa (rs).

Ensaio 1

Já cheguei ~nervousa~ na escola pois sabia que finalmente iria conhecer minha banda! Gosh, eu não conseguia parar de pensar nisso. Fui psicologicamente preparada para conhecer as 3 pessoas que me fariam o maior favor do mundo e, ao chegar lá… fiquei aliviada pois só tinha 1 das 3 pessoas: o baixista. Henrique é um adolescente de aproximadamente 15 anos que chegou na minha salinha de aula sorridente e tímido. Ele disse que já tocava R U Mine na sua banda cover de Arctic Monkeys (!!!) e que não tinha ensaiado muito no tom que a gente tá fazendo (minha versão são 2 tons acima da original), ou seja: eu e Josie ficamos esperando algo mais ou menos, ainda no início, precisando de melhoras. Vale dizer que eu tive um pequeno surto antes de começar a cantar e precisei dizer:

-É que eu nunca cantei na frente de ninguém além de Josie, Henrique rs…

Sério, parece que existe uma barreira invisível que você precisa derrubar. E eu consegui. Comecei a cantar e já senti uma atmosfera diferente com o baixo, foi como se a vibe rock ‘n roll estivesse vindo à realidade (já que o ensaio com Josie é só no tecladinho). Foi lindo, you guys. Porém, mais lindo que isso foi Henrique L-A-C-R-A-N-D-O de primeira. Eu e Josie ficamos sem saber o que dizer, só sentir. O menino chegou dizendo que ainda tava aprendendo e simplesmente arrasou lá, me deixando mais segura em relação à apresentação. Ao final, agradecemos bastante a participação dele, e foram agradecimentos mais do que sinceros. Ah, teve um momento em que eu senti que ele estava curtindo a minha performance vocal e isso me deixou bastante feliz! (:

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Desta vez ensaiamos no estúdio da escola e rolou aquela emoção de estar entrando em um estúdio pela primeira vez (assim, não é um estúdio de verdaaaaade mas tem a vibe à prova de som nas paredes, então a gente considera rs!). Mais uma vez só Henrique veio (sério vei te amo), porém contamos com a participação de Maurício, um professor de guitarra sensacional lá da BL, o que me fez sentir ainda mais a vibe rock ‘n roll all nite! E, caros leitores, devo dizer que ~FINALMENTE~ entendi por que tanta gente inventa essa história de estar em banda: o negócio é BOM! Os erros, as tentativas de melhora, a atmosfera de estar fazendo música… nossa, achei tudo divertidíssimo e delicioso! Inclusive, QUERO MAIS haha! Interessante notar que eu fiquei menos nervosa com mais gente no recinto, afinal, tinha horas em que guitarristas e baixistas tentavam resolver suas divergências e eu ficava lá, com o microfone na mão, apenas observando. Inclusive, HELLO MICROFONE! Desde dezembro que eu não pegava num bichinho desse, tava com saudade de segurar um de verdade (já que os imaginários continuam comigo todos os dias -q) e devo dizer que é bom finalmente poder começar a transformar em realidade minhas performances com o instrumento. Inclusive, seguem fotos do ocorrido:

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(“Pose de artista”, segundo minha amiga)

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Ensaio 3

Adivinhem o que aconteceu nesta semana? Henrique foi… e o guitarrista também! João Pedro (que eu chamei de Lucas ao final da aula claramente devido ao uso de entorpecentes) chegou para a nossa singela banda e já curti o garoto, simpático e na dele. Prof. Maurício acompanhou tudo, já que Josie não pode comparecer ao ensaio, e devo dizer que tô apaixonada pelo trabalho desse professor. Ele não só arrasa na guitarra em si como tem uma didática super tranquila e divertida. Sério, dá gosto ficar perto dele. Tio Maurício, virei sua fã! Inclusive, dito docente ainda deu uma canjinha na bateria, o que fez com que a vibe rock ‘n roll ficasse 90% completa. E, minha gente… que VIBE. Foi TÃO mágico quando a bateria entrou, sério. Alguma coisa aconteceu comigo e eu automaticamente liguei o “dane-se” e comecei a me sentir mais livre para performar e viver aquele momento. It was SICK, e no melhor sentido possível. Meu Deus, eu quero sentir isso sempre. Manda uma banda pra mim, Senhor! :~ #BandForManusinia

Percebam que não comentei precisamente sobre a parte vocal da coisa porque… a novidade de ensaiar com a banda tem sido superior às dificuldades que eu ainda tenho nesse aspecto, sabem? Na verdade, eu posso topicalizar esses probleminhas em 2 palavras: respiração e jazz. Respiração porque a gente tem que manter as tradições e jazz porque tenho tentado incorporar entonações do gênero na performance, o que deixa as coisas mais gostosinhas. Adoro! Ah, vale dizer que tenho melhorado na respiração e a quem devo a culpa disso? Tia Kelly ~FREAKING~ Clarkson! Sério! No novo álbum da Kelly, o Piece by Piece (tem informações sobre ele aqui e aqui e review aqui), as respirações dela ficaram bem audíveis nas faixas de áudio, então o que eu tenho feito? Acompanhado a frequência de respiração dela, lógico! Quando Kellyzuda respira, eu respiro! E isso me fez aprender na prática que, realmente, a gente tem que pegar o ar um pouco antes de o verso começar. Não vale pegar o ar e já morrer cantando, entenderam? Tem que inspirar, guardar o arzinho na barriguinha e só depois soltar a voz. E COMO isso faz diferença! É o segredo que eu tenho usado em R U Mine e tem dado super certo. Glória a Deus por isso! (:

E é isso, amores! Espero que tenham curtido este intensivão-vestibular-feelings sobre as aulinhas e espero que ele ajude vocês em alguma coisa! Ah, um beijo especial para o leitor Vítor, que me enviou o e-mail mais lindo de todas as Galáxias semana retrasada e me fez a blogueira-aspirante-a-cantora mais feliz de todas! ❤

~Palavrinha em inglês do dia~: “Rehearsal”, essa coisa que eu tenho feito toda semana e chamo de “ensaio”.

~Musiquinha do dia~: Porque finalmente parei pra escutar o álbum do Vineyard (Ao Vivo no Hangar) que comprei em Janeiro e cada vez gosto mais dele. Que delícia de CD de louvor e adoração, cheio de melodias gostosas e letras que levam a gente a pensar nas coisas do Céu. Recomendo muito! Uma das minhas favoritas dele (e da vida) é esta:

Aula de Canto #23: Fazendo amiguinhos (finalmente!)

Como a aula de canto anterior foi praticamente um ~parto~ para sair, decidi escrever sobre a aulinha da vez logo no dia em que ela aconteceu, como qualquer pessoa normal e consciente! Interessante notar que, quando cheguei na sala de aula, eu não estava exatamente… bem. Tensões, ansiedades e perturbações atormentavam meu juízo e a caminho de lá já pensei que a aula não iria render muito. Então qual não foi minha surpresa quando percebi que esses 35 minutos (pois hoje tivemos menos tempo)… me acalmaram? Eu acho isso absolutamente mágico, de verdade. A respiração diafragmática já é um calmante natural, e o fato de eu estar focando em coisas que fazem parte do meu coração tirou minha mente das perturbações da vida.

De fato, a música cura.

Respiração: claramente já senti a falta de ter treinado mais em casa, rs. Não consegui guardar muito ar e senti mais dificuldade em fazer a respiração diafragmática em geral, mas como já sei que tudo isso pode ser melhorado se eu tomar vergonha na cara, nem me estresso mais. Tanto.

Aquecimentos: fui fazer os aquecimentos mais felizinha pois sabem aquela TRETA de parestesia que surgiu depois que fiz a cirurgia dos sisos? Bem, tenho sentido bem menos as dormências e os incômodos, então supus que seria mais fácil fazer o bom e velho “TTTTTTTTRRRRRRRRRRRRRRRRR”. No final das contas não foi exatamente BOM, mas acredito que vai melhorar!

Vocalizes: hoje fizemos um que eu conheci semana passada (e esqueci de comentar no relatozinho, obvs): “UUUUUUUU” com a boca fechada e depois você simplesmente abre a boca e parece que o som tá saindo de alguma pestana invisível que existe em você. CRAZY, RIGHT? (Mas de fato… é isso que parece…)

Ensaios: bem, como mencionado nos relatos anteriores, Josie tem me instigado a ~me soltar~ mais e a me jogar na vibe da música mesmo, o que originou o seguinte diálogo:

-Pode parecer uma doida no palco?

-… pode.

Ou seja: LIBEROU DE VEZ, MOVEI!!!!!!111 Rhysos, como se eu de fato conseguisse, né? É realmente BIZARRO o quanto você consegue as coisas em casa e quando aparece UM ser humano na sua frente, todo o seu conhecimento vai por água abaixo. Mesmo assim, tentei entrar mais na vibe hoje, o que, no meu caso, automaticamente significa franzir as sobrancelhas e ficar com cara de ~malvada~. Gosh, I love that. Mas antes dessa parte, outro questionamento importante veio à minha mente:

-Como eu vou parecer uma freaking badass se eu não estou me sentindo uma freaking badass?

Vide começo do relatinho, lógico. E aí Josie me deu a resposta mais óbvia e certa que existe:

-Interpretação, querida.

E, cara, isso é MUITO interessante. Primeiro porque o poder está nas ~suas~ mãos, ou seja: você tem o poder de se transformar em quem você quiser. Segundo porque eu curto atuação, então poder utilizar isso aliado ao que eu realmente amo, que é cantar… meu Deus, isso me soa tão maravilhoso. E além desse aspecto de interpretar, eu gosto muito de usar uma técnica de tentar localizar pontos em comum entre você e a música. Exemplo: a música fala sobre dor de cotovelo. Você, atualmente, não está sentindo dor de cotovelo. Mas em algum momento da vida você sentiu dor de cotovelo. Então lembre-se de toda a dor desse momento e jogue na performance da música. Divertidíssimo! -q

Além disso Josie me lembrou das vibes ~jazzy~ que queremos adicionar à performance e eu devo dizer que apesar de eu amar essa vibe, ela é TÃO difícil de incorporar a algo que eu já aprendi a fazer, sabem? Sem contar a dificuldade adicional para respirar enquanto Alex Turner joga 3494303434 palavras por segundo na sua cara. Sério, eu quero muito a vibezinha jazzy, mas isso tá sendo mais um ponto de estresse pra mim. Afinal, eu quero cantar e eu quero performar. Mas é TANTA coisa pra pensar na hora que às vezes… eu me sinto presa demais para fazer qualquer uma dessas coisas.

Acharam que as emoções tinham acabado?

Ao final da aula fiquei conversando com minha amiguinha-secretária-da-escola Debbie e acabei conhecendo outros estudantes de lá. Ou seja: após SETE meses de aula, eu finalmente tô começando a conhecer gente que estuda música que nem eu no mesmo lugar que eu. Ou seja [2]: ACHO que isso merece um ~FINALMENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE~~, né? E para alegria de vocês, caros leitores, deixo alguns trechos das conversas que aconteceram nesses momentos de socialização:

-Eu vou tocar uma música de Pablo nas Auditions. (YES, THIS IS HAPPENING e aposto que o público vai se empolgar muito mais com essa performance do que com meus bons rock ‘n roll :~)

-Ah, os meninos que vão tocar com você são bonzinhos! (SIM, já sei quem são e de repente já posso até ter stalkeado o Facebook para avaliar as possibilidades de eles não gostarem de mim -q)

-Eu vou cantar R U Mine, do Arctic Monkeys! (e foi aí que eu percebi que não, nem todo mundo conhece essa música)

-Cê vai cantar R U Mine? SE LASCOU.

E o que eu poderia responder após esse comentário ~construtivo~?

-EU SEI!!!

Aulas de Canto #21 e 22: Crocância aumentando

Hello, guys! MDS, como assim faz ~semanas~ que eu não escrevo meus relatinhos das aulas de canto??? Não pode isso, gente! Bem, acho que vocês podem me perdoar quando eu mencionar que minha vida simplesmente está uma loucura e, sendo assim, parar pra escrever tem sido algo mais difícil de se fazer, né? Mas calma, ~não priemos cânico~! Já cheguei e farei um apurado do que tem rolado de mais importante nas minhas aulinhas, afinal, elas são o caminho até o sonho, am I right? ❤

Respiração: na aulinha 21 Josie me introduziu a mais uma característica da respiração diafragmática: o fato de que ela não deve deixar o bucho gigante que nem eu fiz no vídeo (-Q)! Pois é, quando eu mencionei que tinha ensinado dessa forma ela ficou meio preocupada, rs. Mas o fato é que a respiração diafragmática deve inchar as costelas mais do que as gordurinhas abdominais e de fato é interessante pegar nas costelinhas e vê-las “se abrindo” quando você respira. Tenho tentado fazer assim agora e fico feliz por ver que já passei de uma “fase” do aprendizado da respiração. Aliás, só “feliz”, não. MUITO feliz! ❤

Vocalizes: eu e Josie temos estado preocupadas pois minha garganta simplesmente não fica boa. Faz basicamente 2 meses que ela tem estado extremamente sensível e dolorida, e com isso eu não tenho conseguido usar todo o potencial da minha voz. Fazer falsetes, por exemplo, é algo que eu tenho evitado pois sinto que arranha o negócio todo. Hoje, por exemplo, eu acordei rouquíssima simplesmente porque tenho falado muito nos últimos dias, só que… isso não é razão pra ficar rouca. Você fica rouca depois de uma festa ou de um show, não porque falou muito com seus amigos durante a semana *tears*. Então temos pegado um pouco mais leve nos vocalizes e Josie me ensinou um bem gostosinho que eu tenho feito nas minhas madrugadas insones. É algo do tipo “UUUUUUUUUAAAAAAAAAAAAAA”, “UUUUUUUUEEEEEEEEE” e por aí vai, sendo que o “U” é sempre com a boca fechada e depois cê abre para falar as outras vogais, sendo tentando fazer com que o som ressoe nas maçãs do rosto (q). Minha opinião sobre essa garganta eternamente inflamada é a de que alguma bactéria desgracenta se alojou por lá e ela só vai sair se eu entrar no antibiótico. Digo isso porque ano passado aconteceu a mesma coisa: passei meses com a garganta dolorida e quando precisei tomar um antibiótico forte por um motivo externo, o problema se resolveu em 2 dias. Foi mágico e eu espero que desta vez seja assim também. ):

Ensaios: chegamos na parte mais ~EXCITING~ do texto! As Auditions acontecerão daqui a menos de 2 meses e Josie já reservou o estúdio da escola para eu ensaiar com a banda. Sim, com a banda, o que significa: seres humanos tocando instrumentos e me acompanhando. O quão insano é isso, gente??? Porém, acho válido dizer que antes eu estava bem tensa em relação a ter pessoas tocando comigo e agora vejo que não tem pra que taaaaaaaaanta ansiedade, né? Afinal, são alunos que nem eu e darão seu melhor que nem eu! O que pode dar errado, não é mesmo? -Q

Nossos ensaios já devem começar na semana que vem e eu estou beeem empolgada, sobretudo porque, nas aulinhas, eu ensaio R U Mine apenas no teclado e isso tira bastante a característica rock ‘n roll dela, portanto estou animada para, de fato, me jogar na vibe que a música realmente tem. Falando em vibe, Josie me deu dicas valiosíssimas na Aula 22 sobre performance. Sim, performance, também conhecida como A MELHOR PARTE DE FAZER MÚSICA. Eu acho muito, mas MUITO esquisito o quanto eu me controlo na aula, porém nas madrugadas no meu quarto a coisa é digna de apresentações no Grammy. É sério: esse negócio de ter gente assistindo acaba com a estrutura da pessoa! E não só em termos de performance como em termos de dar um ~toquezinho~ especial à música, adicionando elementos deliciosos do jazz (sabe aquele aumento de volume seguido de uma diminuição súbita que tem no jazz?) que eu já queria colocar pois amo, sou COMPLETAMENTE apaixonada pela mistura entre jazz, blues e rock ‘n roll. Tem coisa mais crocante que isso, caros leitores? Arrisco vocês a encontrarem!

~PALAVRINHA EM INGLÊS DO DIA~: “Sore throat”, também conhecida como essa dor interminável que eu tenho sentido na garganta há meses. Preciso ficar boa disso antes das Auditioooooons! 😦

~MUSIQUINHA DO DIA~:

Porque hoje foi dia de revisitar a adolescência e uma das minhas maiores influências de ~rock ‘n roll~. Sorry, mas fui emo nos anos 2000 e amei muito tudo isso.

Somehow, everything’s gonna fall right into place

If we only had a way to make it all fall faster everyday…

Lista: 5 dicas para cuidar da sua voz

Feliz Dia da Voz pra todo mundo, afinal, todo mundo tem VOZ, né? Hahaha! E para comemorar direitinho esse dia 16 de abril (que no caso foi ontem mas relevaremos isso rs), decidi criar uma lista com 5 dicas valiosas para que essa parte maravilhosa de vocês esteja sempre em forma! Afinal, a voz

“[…] consiste no som produzido pelo ser humano usando suas cordas vocais para falar, cantar, gargalhar, chorar, gritar, etc.” (2015, WIKIPEDIA) -q

Atualmente os profissionais da voz preferem o termo “pregas vocais” em vez de “cordas vocais”, inclusive. E o que são pregas vocais? São um tecido musculoso, e, tendo essa natureza, podem se esticar, se contrair, se mexer e trabalhar maravilhosamente para produzir os lindos sons que escutamos através do canto. Portanto, vamos aprender a cuidar melhor delas? ❤

1. Beba muita água

Enquanto conversava com meu coleguinha a respeito desta lista, chegamos à conclusão de que ela inteira poderia ser composta por “BEBA ÁGUA”. Sério, não tem como eu frisar o suficiente o QUANTO que é importante beber o máximo de água possível. Sabiam que durante as aulas de canto eu vivo bebendo água? Após um aquecimento, um vocalize, uma conversa. O raciocínio é simples: sem água, as pregas vocais ficam ressecadas. Estando ressecadas elas precisarão fazer mais esforço para produzir o som e isso não fará bem à sua estrutura. Com pregas doentinhas, o som sai ruinzinho. E não é isso que queremos em nossas cantorias, não é mesmo?

2. Evite falar assim que acordar

Quando acordamos, nosso corpo inteiro está em estado de ressecamento, o que, obviamente, inclui as pregas vocais. Sendo assim, elas precisam de tempo para retomarem o ritmo e estarem aptas a encarar o cotidiano cheio de situações em que precisamos nos comunicar. Portanto, não force a voz: acorde e dê tempo para suas preguinhas ~reiniciarem o sistema~ e estarem prontas para o trabalho!

3. Evite bebidas geladas

Isso daí até a nossa avó sempre soube: bebida gelada faz mal para a garganta SIM! Por quê? Por causa de uma coisinha chamada ~choque térmico~. Suponhamos que você esteja em uma animada conversa com a sua BFF sobre aquele boy magia maravilhoso. Daí ela te oferece uma Coca geladinha e você prontamente aceita e toma. Cenário: suas pregas vocais estavam aquecidíssimas por causa da conversa e de repente você joga uma ~corrente~ de água gelada em cima delas. Não preciso dizer que isso não vai dar certo, né? E até quando suas pregas estão em repouso, elas certamente se encontram em uma temperatura mais alta que qualquer bebida vinda da geladeira.

4. Não eleve a voz

Talvez faça sentido dizer que o brasileiro é um povo que gosta de falar ALTO. Nos barzinhos, nas faculdades, nas escolas, nos escritórios, nas igrejas… em basicamente qualquer ambiente social é possível encontrar alguém falando mais alto do que o normal. Aí eu pergunto a vocês: faz sentido gastar sua preciosa voz com aquela fofoquinha ou com aquele problema no trabalho? Não, né? Isso é uma coisa que eu tenho aprendido bastante no dia a dia: o fato de que eu não preciso levantar a voz para as pessoas me escutarem. Afinal, assim como eu tenho pregas vocais para administrar, elas têm ouvidos para exercitar, uai!

5. Sem pigarro!

Sabe aquela coisinha que você faz pra “limpar a garganta” quando algum tipo de secreção se acumula lá? Yeah… NÃO FAÇA ISSO. Josie, minha professora de canto, é completamente contra pigarrear. Ela pegou no meu pé quando percebeu que eu tinha o hábito de fazer isso ao ficar nervosa com meus erros na aula e hoje em dia eu estou ~bem~ melhor, praticamente não faço mais. Ou seja: nada de “limpar” a garganta com pigarro. Limpem com a única coisa que faz sentido: ÁGUA.

DICA EXTRA: Consulte um otorrinolaringologista/fonoaudiólogo

Ter o cuidado de um profissional especializado é sempre bom, não é mesmo? Então se você estiver sentindo dores ou incômodos constantes na garganta, vá logo conversar com um otorrinolarsauddndossldosya otorrinolaringologista para descobrir o que que tá acontecendo! E se o caso for alguma probleminha na fala ou na dicção, um fonoaudiólogo pode te ajudar bastante! Eu já fiz algumas sessões quando criança. (;

Espero que as dicas ajudem vocês a cuidar melhor dessa parte do nosso corpo às vezes tão desvalorizada e esquecida, porém essencial no nosso dia a dia! E vale lembrar que isso aqui vale pra todo mundo, hein? Não é porque você não trabalha com a voz que pode deixar a bichinha ao ~relento~! Afinal, sempre vai chegar aquele dia em que você vai querer extravasar e vai sair alguma coisa mais ou menos assim:

Boas cantorias!

 PS: Já conferiu o vídeo lá do canal sobre respiração diafragmática? (: